Arquivo da categoria: Dicas

dicas para equipamento e fotografia, how-to’s

Programas ou presets

Algumas máquinas têm programas mais automáticos.

Apesar de desaconselhar o uso devido a muitos factores deixo aqui uma breve lista:

Contra luz: Este modo é muitas vezes confundido com “modo nocturno”. A câmara faz uma medição como se não tivesse o flash ligado. Quando tirar a foto dispara o flash. A este efeito chama-se “fill flash”.

Desporto: a câmara vai dar preferência à velocidade sacrificando o ISO (mais ruído) e o F (menos profundidade de campo).

Totalmente automático: a câmara vai-se posicionar para uma foto “normal”, não muito rápida, se a medição der pouca luz vai ligar automaticamente o flash e posicionar-se a 1/60 seg (pode depender do modelo) atribui um ISO e um F “médio”.

E até mesmo modos mais “evoluídos” que passam as decisões para a câmara como, por exemplo, “Sorriso”: a câmara analisa a imagem até detectar um sorriso e aí tira a foto.

Vale a pena ler também “socorro, a minha câmara não dispara!

Modos e de focar e pontos de focagem

Pontos de focagem são pontos onde se define, para uma determinada cena, o que fica focado.
Nas máquinas sem AutoFocus via-se se a imagem estava focada, no viewfinder, através do alinhamento visual de linhas verticais no meio da cena.

A minha primeira máquina já tinha 3 pontos de focagem. Um a meio, outro à esquerda e outro à direita. Hoje em dia facilmente se passam os 10 pontos de focagem e, se dissermos que todos são usados, a máquina escolherá um (ou mais consoante o DOF) para focar.

A minha recomendação vai no sentido de se usar sempre e apenas o ponto do meio (ok, 99% das vezes). É onde a máquina foca melhor. É onde a imagem tem mais qualidade. É, muitas vezes, onde está o nosso “assunto”. Normalmente, em cenas “calmas”, pode-se focar (e ler) com o ponto do meio carregando no botão até meio de modo a fazer o lock e depois, sem levantar o dedo, reenquadrar e carregar para tirar a foto.

Um amigo meu que me ensinou muito chama “autodesfocus” à utilização de AF de uma forma totalmente automática. Para ilustrar este nome pensem em usar o AF + modo automático de disparo para fotografar uma corrida TT em que os carros passam por trás de árvores. Não imaginam a quantidade de vezes que as árvores sairão focadas.

Os modos de focagem são, entre outros:

One shot: A câmara lê, foca, tira a foto. No caso de se usar o click até meio (para fazer lock à leitura e focus) o foco não vai mudar independentemente do que vocês façam à câmara. Se estiverem a seguir um determinado assunto (um carro numa pista, por exemplo, e estiverem junto à linha de meta) e carregarem até meio no início da recta, esperarem que o carro passe na linha de meta e tirarem a voto.. vai ficar desfocada porque a distância do carro, na linha de meta, a distância é muito menor do que quando fizeram o lock. Se usarem este modo para assuntos em movimento, cuja distância entre a câmara e o assunto varie, carreguem até ao fundo de imediato e aí, o mais rápido que conseguir, a câmara vai ler, focar, tirar a foto.

Continuous AF: A câmara lê, foca, tira a foto. No caso de se usar o click até meio (para fazer lock à leitura e focus) o foco não vai mudar independentemente do que vocês façam à câmara. Mais uma vez, se estiverem a seguir um determinado assunto (um carro numa pista, por exemplo, e estiverem junto à linha de meta) e carregarem até meio no início da recta, esperarem que o carro passe na linha de meta e tirarem a voto.. vai ficar focada porque a câmara vai sempre variar a distância de focagem à medida que acompanham o assunto. Tenham cuidado, no entanto, com as condições de luz porque a medição foi feita no início da meta e podem ser diferentes na linha de meta. Cada marca tem a sua variação do continuous AF mas a ideia é a mesma -> manter o assunto focado à medida que a distância entre o assunto e a câmara varia.

Manual: conseguem prever o que vai acontecer? Há algum tempo de espera? Foquem no ponto previsto, passem para MF, quando acontecer o que esperam tirem a foto. A câmara vai, quase de imediato, tirar a fotografia já que não precisa de verificar que o foco está no ponto escolhido. Tal como nos casos anteriores, sabemos que o carro vai passar na linha de meta. Previamente, usamos o AF para focar na linha de meta (e medir, já agora), passamos para MF. Acompanhamos com a câmara a deslocação do carro através da recta da meta e, quando ele passar na linha (o nosso ponto onde está focado) tiramos a foto.

Socorro! a minha câmara não dispara! (e outros problemas)

Já nos aconteceu a todos: Estar ali aquele momento, o vento acalmou e um espelho perfeito no lago, o piloto de motociclismo a fazer uma ultrapassagem brutal, aquele avião a passar em frente a uma lua cheia, click… e nada! A vontade é mesmo “atirar a câmara pela janela”. Não sei se é pior mas também há o “click” e a foto fica toda escura ou toda queimada.

A câmara, de facto, pode ter avariado mas, o mais provável é alguma coisa estar mal nas definições ou até…

  • – o cartão está cheio (algumas vezes)
  • – a bateria acabou (poucas vezes)
  • – a câmara não está ligada (algumas vezes)
  • – a tampa protectora da objectiva está colocada…. na objectiva (tantas vezes).

Mas, caso não seja tão óbvio, ainda há mais uns possíveis motivos a verificar..

  • – o buffer está cheio  (poucas vezes)
  • – a câmara não consegue focar (poucas vezes)
  • – acabei de sair de dentro de uma zona mais escura onde compensei +1EV e.. fiquei sem céu
  • – nos modos manuais, no dia anterior estive a…
    • – tirar fotos de noite e… a minha foto de dia está cheia de grão (algumas vezes)
    • – tirar fotos de noite e… a minha foto está azulada (algumas vezes)
    • – tirar fotos de noite e… uma exposição de 30 segundos ao meio-dia?! (quase sempre depois de tirar fotos de noite)

Aos poucos, com a prática, até pelo som do obturador se consegue perceber se estão a 100 ISO ou a 1600 ISO.

Caso consigam tirar a foto, analisem SEMPRE o histograma.

E a vocês? Já aconteceu mais algum?! E a câmara? Voou pela janela?!

Driving modes, modos de disparo

Há apenas 2 ou 3 modos de disparo realmente importantes que servem de base a outros que se existam ou surjam no futuro.

Disparo simples: Um click = um disparo, outro click, outro disparo.

Disparo de Rajada: Basta ficar com o “dedo em baixo” para que a camara faça o número de FPS que consegue até encher o buffer.

Temporizador: Um click e, após alguns segundos, um disparo. No modo AEB , normalmente, são feitos os N disparos parametrizados à velocidade de FPS  de modo a fazer o bracketing .

O programa e o modo de focagem seleccionados na altura podem afectar o driving mode

FPS – frames por segundo

FPS (frames/fotogramas por segundo) é o numero de imagens que a câmara consegue obter em um segundo em situações de buffer vazio. Tanto se aplica a fotografia como a filme (o que é um filme senão uma sequência rápida de fotografias?) e, quanto maior o número, maior a “rajada”. O termo “rajada” vem de “rajada de disparos” mas, no caso, disparos por uma câmara fotográfica/máquina de filmar. Não queremos violência!

Para se obter o máximo de frames por segundo de uma câmara fotográfica o tempo de exposição tem que ser menor que o tempo de exposição definido. Não se consegue uma rajada de 5fps se o tempo de exposição for de 0.5”. Neste caso o máximo que se consegue será 2FPS (2 fotos por segundo).

No fim de se atingir o buffer (o espaço livre do buffer, mostrado em número de fotos, normalmente aparece no viewfinder) o número de FPS é limitado pela velocidade com que a máquina consegue escrever para o cartão e, consequentemente, consegue vazar o buffer.

A melhor imagem para isto é tentarem encher uma garrafa de água através de um funil. Quando o funil fica cheio temos de esperar um pouco que o nível de água no funil desça um pouco para podermos deitar mais água. O funil é o buffer e, a largura da ponta do funil, a velocidade de escrita do cartão. Se a ponta for mais larga o funil vazará mais depressa deixando-nos prontos para tirar mais fotos de imediato.

HDR / HDRI

O HDR (High-dynamic-range imaging) é uma técnica de fotografia que faz com que se capture mais “amplitude de luz” numa imagem.

Já aconteceu a todos fotografar aquele caminho para a praia e o céu ficar branco ou, no meio de um bosque, fotografar as copas das árvores e os troncos ficarem pretos.

O que se passa é que a “amplitude” dos sensores ainda não conseguem captar tudo o que o olho humano consegue ver e, se o cenário tiver muita amplitude de luz é normal ficar qualquer coisa “queimada”/sub-exposta.

Com o HDR conseguimos expandir essa amplitude para qualquer valor. É possível ter o sol de frente e uma sombra para uma cave, na mesma foto, e obter um céu azul e ver os barris dentro da cave.

O HDR é sempre composto de múltiplas exposições e pode ser feito de forma automática (AEB – auto exposure bracketing) ou manual (fazendo variar os tempos de exposição de algo “rápido” para obter o céu azul até algo lento para obter o detalhe da cave, por exemplo).
Nota: o AEB serve para mais coisas além de criar imagens HDR.

Para fazer um Exposure Bracketing manual é altamente aconselhado o uso de tripé uma vez que implica retirar a máquina do enquadramento, olhar, ajustar, voltar a colocar a máquina no enquadramento e isso vai provocar um desalinhamento das imagens. No caso do AEB, embora também seja aconselhável o tripé, dependendo da distância focal, pode ser tolerado já que depois, o software usado, consegue re-alinhar as fotos.

Existem muitos softwares para juntar várias fotos num HDR. O Photoshop, claro, o photomatix, o oloneo, nik hdr, mediachance hdr, etc. Experimentem e divirtam-se.

Normalmente o que eu faço, porque gosto de HDR’s que resultem em fotos normais, é obter uma imagem em TIF de 32bit e depois uso o Adobe Lightroom para… o que me apetecer. As imagens resultantes são “à prova de bala” no sentido em que, sendo muito escuras ou muito claras nunca “queimam” nos brancos nem “perdem detalhe” nas sombras.

AEB – Auto Exposure Bracketing

AEB – Auto Exposure Bracketing é uma funcionalidade presente nas máquinas fotográficas faz muitos anos. Esta funcionalidade faz N exposições com a “distância” ao meio de EV’s pré-configurada. Esta distância pode ser de Tempo, de Abertura ou, com as câmaras digitais, de ISO.

No tempo da fotografia de rolo recebi um mail com alguns pensamentos sobre fotografia e um dos quais era “Use bracket. Film is cheaper than a new trip”. Se no tempo do rolo já era aconselhado, imaginem no tempo do digital! Cartão de memória é MUITO MAIS BARATO que uma viagem nova.

A ideia do bracket é prevenir contra enganos na exposição provocados pelo automático da máquina ou mesmo pelos settings manuais.

Se a amplitude da imagem for de 14 EV’s, de -7 a +7 por exemplo, pode ser útil fazer um bracket [-2,0,+2] , ou seja, de -9 a +5 (sol e luzes, céu azul), -7 a +7 (normal) , -5 a +9 (sombras) em relação à medição da máquina ou aos settings no modo M.

Em casa, com calma, olhamos para o histograma e seleccionamos a foto que melhor corresponde à nossa ideia para o assunto. Se escolhermos a mais escura conseguiremos recuperar um pouco as sombras mas temos todo o detalhe nas altas luzes. Se escolhermos a mais clara temos detalhe nas sombras mas possivelmente o Sol será uma bola maior. É uma questão de gosto.

Dependendo da situação pode ser desejável que o driving mode – modo de disparo esteja

– em rajada. Deste modo tira 3 fotos de seguida à velocidade de máxima de fps que a câmara fotografar. Desta maneira as N fotos são feitas rapidamente e podem ser usadas num assunto qualquer em movimento, durante o dia.

– com temporizador. Pode ser com ou sem mirror/lockup no caso de ser essencial que a máquina não trema (claro, num tripé). Se a camara for mirrorless não tem mirror lockup.

No fim de fazer um AEB podemos sempre compor um HDR esticando a amplitude de luz de varias imagens para uma imagem muito mais “rica” em amplitude de luz.

ISO

O ISO controla a sensibilidade que o sensor tem à luz e a quantidade de “grão” da fotografia.

O controle do ISO permite controlar variações na abertura e no tempo de exposição de modo a obter o efeito desejado alem do efeito visual do “grão” que é agradável, por exemplo, nas fotos a P&B dando aquele ar mais antigo.

Valores possíveis para o ISO são ISO50, ISO1600. O ISO também pode variar em “stop’s”. ISO100 + 1Stop = ISO200. Simplesmente “subam o ISO 2 stops” faria passar o ISO do valor actual para ISO*2*2 (de 200 para 800, por exemplo).

De modo a assegurar uma correcta exposição da foto (nem muito clara -> sobre-exposta ; nem muito escura -> sub-exposta) as alterações no ISO têm que ser compensadas com variações na abertura e/ou na velocidade. Essas variações irão influenciar a profundidade de campo (DOF) ou o congelar dos elementos (S, Tv) conforme pode ser visto no “triângulo de exposição”.

Podem ver o exemplo de uma imagem a 100ISO e a 25600 ISO para perceberem o extremo. As imagens estão em 1:1 e são mostradas tal e qual saíram da máquina já que é possível, através de software, atenuar ou acentuar o efeito do ruído . Por causa desta variação a velocidade mudou de 1/30 para 1/8000 (a abertura foi sempre F14).

comparação de ISO

Se quiserem fazer um exercício.. quantos stops são de ISO100 a ISO25600?

 

Como gostar de fotos no Facebook

Muitos amigos nossos partilham publicações com fotos de outros (ou dos próprios).

Numa partilha, normalmente, há uma diferença entre “gostar da partilha” e “gostar da foto”. Normalmente gostamos da “partilha” ao colocar um like, directo, no nosso “mural”. Além disso, o que devíamos fazer, era, já que gostamos da partilha é porque a foto também nos agradou. Façam , por isso, um click na foto (para a ver em grande) e depois um like na foto. É um gesto agradável para o autor da foto.

Podem reparar neste comportamento fazendo like na publicação e, depois, abrindo a foto, verem que não está lá o vosso like.

partilha de publicação no facebook

Janela de fotografia do facebook

(exemplo de publicação de Ferreira Pinto, sigam o trabalho dele neste link https://www.facebook.com/Ferreira.Pinto.Photography)

 

Abertura

A abertura (F, A, Av) controla a profundidade de campo e a nitidez da fotografia junto ao ponto de focagem.

O controle da abertura ajuda a ter uma foto focada por completo ou a ter apenas uma zona restrita ao ponto de focagem. À quantidade imagem focada dá-se o nome de “profundidade de campo” (referida por DOF, depth of field) sendo a profundidade de campo menor quanto menor o F (maior a abertura do diafragma).

Abertura

A Abertura é medida em F’s e, fisicamente, refere o diâmetro das laminas que deixa entrar a luz para o sensor. Valores possíveis para F são F3.5 , F1.2 (grande abertura, lâminas muito afastadas), F22 (pequena abertura, lâminas muito juntas) . O F também pode subir ou descer em “stop’s”… subir o F 1 stop faria passar, por exemplo de F11 para F16.

De modo a assegurar uma correcta exposição da foto (nem muito clara -> sobre-exposta ; nem muito escura -> sub-exposta) as alterações na abertura têm que ser compensadas com variações no ISO e/ou na velocidade. Essas variações irão influenciar o “grão” da foto (ISO) ou o congelar dos elementos (S, Tv) conforme pode ser viste no “triângulo de exposição

(nota: a foto da esquerda encontra-se um pouco tremida em consequência da grande distancia focal e baixo tempo de exposição… conseguem imaginar uma solução fácil para que este problema não existisse?)